Segunda-feira
Jul262010

Por que terapia na infância.

Meu filho precisa de terapia? Ele é tão pequeno! O que eu fiz?

Passar por dificuldades durante a infância é comum a todas as crianças. Isso não é necessariamente sinal de que precisam de ajuda. Porém, como muitas vezes elas não conseguem superar sozinhas seus problemas, os pais precisam ficar atentos às mudanças de comportamento. É importante observar o que é e o que não é usual para perceber então se a criança está tendo um desenvolvimento saudável.

Quando ela age de forma diferente do normal, está mais triste ou agressiva com familiares, na escola, está denunciando que algo não está bem. Alguns acontecimentos como morte ou adoecimento de algum familiar, separação dos pais, nascimento de irmão, casamento de um dos pais, mudança de escola ou de cidade, entre outros, influenciam a saúde psicológica da criança que pode precisar de ajuda para compreender seus sentimentos neste momento da vida.

A razão para procurar ajuda com um especialista infantil varia.  Diferentes sintomas podem chamar atenção dos pais e a consulta com um terapeuta é sempre uma saída. Mas não é preciso obrigar a criança a freqüentar uma terapia. Na primeira infância, muitas vezes, não há resistência, mas para o adolescente é preciso sensibilizá-lo conversando, mostrando a ele os sintomas que vem apresentando e a e as melhoras que pode vir a ter. Muitas vezes eles acabam aceitando o tratamento e ganham muito com isso. Por este motivo, a ajuda e o interesse dos pais é fundamental, não só orientando como incentivando seu filho a ir às sessões com o terapeuta. O propósito da participação dos pais é importante para o terapeuta poder transmitir orientações a eles para que possam participar ativamente da melhora de suas interações com seus filhos.  Os pais podem encontrar na terapia orientações alternativas para lidar com as dificuldades familiares.

A psicoterapia infantil é um momento em que a criança é acolhida e ouvida podendo expressar seu universo privado e aprendendo maneiras de comunicar seus sentimentos.

 

            Joana Autran Dourado Corrêa Barbosa